Da aposentadoria para ser hexacampeão: veja a história e trajetória do 'Cavalo das Américas'

  • 24/05/2026
(Foto: Reprodução)
Colibri Matrero deixa aposentadoria para ser hexacampeão: 'é o maior da história' Em 2023, um cavalo crioulo uruguaio, guiado por um cavaleiro gaúcho, foi aposentado ostentando o título de “Cavalo das Américas”, por considerar-se que nenhum outro equino da raça superaria seus feitos. Em 2026, ele retorna da aposentadoria para ser hexacampeão. Colibri Matrero é considerado o maior da história dos cavalos crioulos. Ele foi tricampeão consecutivo do Freio de Ouro, prova disputada em Esteio (RS), e levou outras três provas da Expo FICCC (Exposição da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos), considerada a "Copa do Mundo" da raça. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔎 A competição exige uma sintonia perfeita entre o cavalo e o ginete, sendo dividida em etapas que misturam morfologia (beleza racial e estrutura) e provas de funcionalidade. "A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos considerava impossível um cavalo ganhar cinco vezes o Freio de Ouro, do Brasil e o internacional, como ele ganhou. A associação aposentou ele como o ''Cavalo das Américas' por considerar que ninguém ia conseguir fazer um feito como esse”, afirma o cavaleiro Gabriel Marty. “Ele realmente é considerado o maior da história, não tem como chegar nele”, orgulha-se. Trajetória do hexacampeão Em 2018, aos 6 anos, Colibri Matrero conquistou seu primeiro título, ao ser campeão da Expo FICCC, na Argentina, competição internacional realizada de três em três anos. Após um 2019 de treinos e descanso, enfileirou o tricampeonato do Freio de Ouro nas edições 2020, 2021 e 2022, no Brasil. Em 2023, foi penta ao levar outro campeonato da Expo FICCC, também na Argentina. Em 2026, saiu da aposentadoria para ser hexa, conquistando sua terceira Expo FICCC. Veja abaixo a trajetória de vitórias do animal: Infográfico detalha jornada de Colibri Matrero, o mais vitorioso dos cavalos crioulos g1 E foi no hexacampeonato, que o cavaleiro se ajoelhou para enaltecer os feitos de Colibri. “Eu reverenciei o maior da história. Não vai ter outro da grandeza dele. Não vai existir cavalo que vai ganhar tanto quanto ele ganhou. Não tem como. E aí, sim, eu o reverenciei”, declarou Gabriel. Ginete gaúcho Gabriel Marty reverencia cavalo Colibri Matrero, o 'maior da história' Mauricio Vinhas/Divulgação O retorno da aposentadoria Apesar de ficar três anos sem competir, Colibri não teve dificuldade para voltar à ativa. Aos 14 anos, já é considerado um animal velho para uma competição da exigência física que têm as provas do Freio de Ouro, mas isso também não foi problema. “Nesses 45 anos de Freio de Ouro, não tivemos nada parecido com o Colibri. É um cavalo único em termos de longevidade, extrema qualidade funcional e bonito. É um ponto fora da curva: nos ensinou como criadores que um cavalo bem dirigido e condicionado não tem idade para competir”, afirma o ex-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), César Hax. A preparação durou cinco meses e foi voltada aos aspectos físicos. A parte técnica não precisou ser desenvolvida. “Em termos físicos e de saúde, ele também é hors-concours. Nunca teve uma lesão. A parte física, natural e própria dele, é muito além dos outros”, analisa Gabriel. "É um cavalo com uma personalidade forte. Ele é manso, mas é um atleta de alto nível. E todo atleta de alto nível tem suas particularidades, como o Maradona, o Neymar, todos”, destaca. O fim de uma parceria de sucesso Colibri Matrero e o cavaleiro Gabriel durante campeonato. Jefferson Botega/Agência RBS Ao longo dos nove anos que Gabriel convive com Colibri, o cavaleiro aprendeu a entender suas necessidades e a lidar com o animal. Apesar da amizade desenvolvida mutuamente, essa parceria de sucesso chegará ao fim. O equino será destinado a uma central de reprodução, onde deve passar a viver. “Ele está indo embora da minha casa para não voltar mais. Um cavalo como ele, que se tornou o maior da história, fica muito valorizado em termos de sêmen para se produzir”, relata. Para o ex-presidente da ABCCC César Hax, cavalo e cavaleiro formaram uma parceria única: "essa energia que ambos têm faz o Gabriel conhecer o Colibri como ninguém, e também faz o Colibri confiar no Gabriel como ninguém". VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/24/da-aposentadoria-para-ser-hexacampeao-veja-a-historia-e-trajetoria-do-cavalo-das-americas.ghtml


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